Newsletter trimestral da AngloGold Ashanti AuDITIONS • Ano 1 • n° 1
Nova Lima, Outubro de 2007
 
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Green Gold
Quando o ouro vale mais

O programa é pioneiro e nasceu na Colômbia, para reverter a devastação de uma das ecorregiões de maior biodiversidade do mundo – os municípios de Condoto e Tadó – ferida pela mineração aurífera praticada em larga escala e de forma desmedida. A certificação Green Gold preconiza práticas sociais e ambientais responsáveis ao impor um rigoroso processo para sua obtenção em relação aos métodos de lavra utilizados.

 

Ouro da AngloGold Ashanti:qualidade garantida

Para isso, busca a participação ativa da população, representada por conselhos comunitários locais.

O cumprimento dos critérios do Green Gold é estimulado com uma bonificação que diferencia o “ouro verde” do ouro comum. O primeiro agrega valor à conservação e à recuperação dos trabalhos ambientais e fomenta alternativas sustentáveis para as comunidades locais. A possibilidade de trabalhar a preços melhores estimula processos de produção mais adequados e forma redes de relacionamento que integram economia, ecologia e sociedade.

“O comércio ético ou fair trade, que ganhou repercussão nas décadas de 1980 e 1990, está crescendo”, afirma Steve Lenahan, executive officer da AngloGold Ashanti na África do Sul. “Hoje existem vários casos na iniciativa privada de comprar o chamado ouro de origem ou fonte ética. Como exemplo, temos a Tiffany que usa em suas jóias, como maior porção, ouro e prata obtidos de uma mina nos Estados Unidos, que opera de forma responsável e ambientalmente sustentável”, lembra.  

O Green Gold ainda não é amplamente divulgado, pois representa um conceito inicial que carece de adaptações às múltiplas comunidades nas quais pode ser adotado. “Mesmo assim, a maioria das iniciativas para estabelecer padrões que sirvam à indústria está vinculada à Global Mining Inititative, que liderou os projetos de mineração, metais e desenvolvimento sustentável, berço do International Council on Mining and Metals (ICMM)”, lembra Steve. “Desde então, surgiram projetos para assegurar a origem do ouro, dos diamantes e de metais preciosos como o Processo de Kimberley, o Council for Responsible Jewellery, o Madison Dialogue e a Initiative for Responsible Mining, dentre outros”.