| Homenagear a arte
brasileira pelos caminhos da África e da Europa. Celebrar nosso
barroco, estabelecer um diálogo deste com o ouro, cuja função
histórica vai muito além do valor do metal. Eis o que o artista
plástico Fernando Velloso propôs com sucesso na década de 1990, ao
usar folhas de ouro como tinta em sua obra. “Vale prestar atenção
nestas duas séries, no modo como o artista destaca um outro eixo
fundamental para o seu trabalho a partir dos anos 90: as relações
entre o erudito e o popular e o sagrado e o profano”, escreve o
jornalista |
Miguel Aun
Ouro na arte: trabalho diferenciado.
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Walter Sebastião, no livro Fernando Velloso. Agora é a
vez dos mitos. No ano que vem, os admiradores da obra de Velloso
podem esperar por, pelo menos, duas séries: Sísifo e Midas, que vão
ser expostas na galeria Murilo Castro. “Achei fascinante, mágico
mesmo, trabalhar com ouro”, diz Fernando. Para dar forma aos seus
projetos, ele cobre os diversos materiais com folhas de ouro e
explora os contrastes que daí resultam. “Nessas próximas séries,
penso em objetos tridimensionais, além dos quadros”, afirma.
Bem-vindo, 2008! |
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